amigos para sempre

obscuridade

Posted on Sexta-feira 19 Outubro 2007




a tua obscuridade enlouquece a cidade
tu caminhas por cima das aguas velhas gritam
que misterio e esse tu isso perdido nos horizontes
teus caminhos perdem-se e nada os recupera.
fechas as portas grutas desfazem se poeiras de montanha
pequeno seres maleaveis desdobram se em esforços
porem nenhum te encontra
foste o sal e o sol
a luz a areia engulida pelo mar as mares
as rochas conhecem-te as nuvens as gaivotas
navegas sempre ao alto as ondas obecem-te.

poderia a morte sorrir
um sorriso engelhado de rugas cavadas pelo tempo
pudesse a morte olhar com seus olhos encovados
escondido por debaixo de veus
pudesse o futuro a bola de cristal atira ainda
esperanças pudeses tu montar o ano do cavalo
o teu caminho cruza o caminho dos odios e sorris.
a cidade perde-se de ti
pedras e seixos saem do teu caminho e velhas roem o espaço dos
jardins com seus aventais negros
com suas saias de sete voltas.

sais e a noite ensombra-se
voltas-te e a luz esconde -se
estrelas caem a volta
esconde-se o horizonte.

Maria**
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mare @ 15:36
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eu mare-Maria**

Posted on Terça-feira 25 Setembro 2007

De 1967/70 frequentou a Escola de Artes decorativas António Arroios.
Em 1970 matriculou-se no curso de Arte da Sociedade Nacional de Belas Artes tendo como professores José Rijo para fotografia e mestre Rolando de Sá Nogueira como professor de desenho.
Para sustentar os estudos começou então a trabalhar em várias agências de publicidade como trabalhador
independente.
Ainda no decorrer do ano de 1970 ,viria a tirar o curso de fotografia da A:R:C:O:
A partir de 1971 começou a trabalhar na agência de publicidade do então Vice Cônsul da embaixada da Argentina, emprego que viria a manter até ao ano de 1974.
Em 1971 fez várias viagens na Europa e em 1972 partiu para uma viagem a Nova Iorque na companhia dos seus amigos Luís e Helena Villas Boas.
O ambiente jazzistico viria a influenciar todo o seu trabalho artístico.
No principio do ano de 1975 partiria para Viena de Áustria onde viria a colaborar com o Maestro António Vitorino de Almeida nos seus programas de música clássica para a televisão Portuguesa.
No mesmo ano ingressou na Academia de artes em Viena “Akademie der Bildenden Kunste”onde começou a estudar sob a orientação do professor e pintor Wofgang Hollegha.
Para sustentar os seus estudos durante o ano de 1976 trabalhou com o professor Polaco Adam Shaff em várias traduções dos seus trabalhos.
Colaborou também com o compositor Haubenstock Ramati como desenhadora de partituras.
Nos anos de 1975 a 1977 fez várias exposições pessoais e colectivas em cidades Austríacas ,Suecas e também em França.
Em 1977 regressou a Lisboa e retomou os estudos de pintura com Mestre Sá Nogueira que viria a acompanhar o seu trabalho durante os anos seguintes.
Fez várias exposições individuais e colectivas e no ano de 1988 abandonaria Lisboa para se fixar na cidade de Lagos onde vive e onde continua a trabalhar e a expor.

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mare @ 08:30
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Posted on Terça-feira 25 Setembro 2007

mare @ 08:29
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shamus dark

Posted on Terça-feira 18 Setembro 2007

mare @ 13:37
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olhares

Posted on Terça-feira 18 Setembro 2007




os olhos eram penetrantes

tinham o brilho de estrelas
e diamantes viam longe.
os seus olhos
dois lagos
onde navegavam esperanças e eu tambem la.

olhos cor de mel

cor de verde e azul
onde negros
brilhavam perdiam-se destinos ali.

e era assim .
dois olhos os teus olhos e os meus.
um dia havemos de voltar a olhar.
o fim.

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mare @ 13:31
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a concha

Posted on Domingo 29 Julho 2007

a concha. um espaço fechado semiaberto
uma boca
perolas dentes abrindo a gruta por onde
o riso se desloca. uma parede de ar
o centro prateado
um eu tu eles provando mel e nozes
a boca colher. o sal.

uma criança pedindo o alimento lunar
sois derrento caldas doces
doçura maternal

e a concha entreaberta para o espaço
uma nave
o canto da unidade.
a morte espera na curvatura do sexo
espreita la onde se encontra o prazer.
dissolvem se as sombras dentro do anel
fecham-se portas devagar.

mare @ 18:26
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herberto helder

Posted on Domingo 29 Julho 2007

e muito embora os lugares mudem e mudem os silencios , nunca mudara a minha alma e todos os que foram
permanecerao

a tua obscuridade enlouquece a cidade
tu caminhas por cima das aguas.
velhas gritam
que misterio e esse? tu isso perdido nos horizontes
teus caminhos perdem-se e nada os recupera.
fechas as portas grutas desfazem se
poeiras de montanha.
pequeno seres maleaveis desdobram se em esforços
porem nenhum te encontra.

foste o sal e o sol
a luz a areia engulida pelo mar, as mares.
as rochas conhecem-te as nuvens as gaivotas
navegas sempre ao alto as ondas obedecem-te.
poderia a morte sorrir
um sorriso engelhado de rugas cavadas pelo tempo
pudesse a morte olhar com seus olhos encovados
escondido por debaixo de veus
pudesse o futuro a bola de cristal atirar ainda
esperanças. pudesses tu montar o ano do cavalo
poderia o teu caminho cruzar o caminho dos odios e sorrir.
a cidade perde-se de ti
pedras e seixos saem do teu caminho e velhas roem o espaço dos jardins com seus aventais negros
com suas saias de sete voltas.
venus sorri.
sais e a noite ensombra-se
voltas-te e a luz esconde-se
estrelas caem a volta
esconde-se o horizonte.


copyright2mariahenriques-2002//2006






















mare @ 17:44
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ha sorrisos que nunca se esquecem

Posted on Domingo 29 Julho 2007

horas batendo na parede
o relogio tictac
e ele dorme sonha
trabalha.
anjos velam
revelam olham sonham os sonhos dele.
bate o coraçao da natureza nos sons da cidade
esperam os pesadelos
pendurados nas gargulas da igreja
erros tambem esperam la
tanto futuro esperando as horas.

ha sorrisos que nunca se esquecem. maes maças brilhando no cesto
e traças transparentes esvoaçando a roda da luz
lisboa longe longe e ele sentado a mesa sonhando
deixando atras dele os poemas com que conquista a noite
rindo sorrindo viajante so.








mariahenriques-06

mare @ 17:11
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