herberto helder Domingo, Jul 29 2007
Sem Categoria 17:44
e muito embora os lugares mudem e mudem os silencios , nunca mudara a minha alma e todos os que foram
permanecerao

a tua obscuridade enlouquece a cidade
tu caminhas por cima das aguas.
velhas gritam
que misterio e esse? tu isso perdido nos horizontes
teus caminhos perdem-se e nada os recupera.
fechas as portas grutas desfazem se
poeiras de montanha.
pequeno seres maleaveis desdobram se em esforços
porem nenhum te encontra.
foste o sal e o sol
a luz a areia engulida pelo mar, as mares.
as rochas conhecem-te as nuvens as gaivotas
navegas sempre ao alto as ondas obedecem-te.
poderia a morte sorrir
um sorriso engelhado de rugas cavadas pelo tempo
pudesse a morte olhar com seus olhos encovados
escondido por debaixo de veus
pudesse o futuro a bola de cristal atirar ainda
esperanças. pudesses tu montar o ano do cavalo
poderia o teu caminho cruzar o caminho dos odios e sorrir.
a cidade perde-se de ti
pedras e seixos saem do teu caminho e velhas roem o espaço dos jardins com seus aventais negros
com suas saias de sete voltas.
venus sorri.
sais e a noite ensombra-se
voltas-te e a luz esconde-se
estrelas caem a volta
esconde-se o horizonte.
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Dezembro 21st, 2007 at 23:10
Excelente. Tanto o poema como o retrato do poeta sao extraordinarios.