a tua obscuridade enlouquece a cidade
tu caminhas por cima das aguas velhas gritam
que misterio e esse tu isso perdido nos horizontes
teus caminhos perdem-se e nada os recupera.
fechas as portas grutas desfazem se poeiras de montanha
pequeno seres maleaveis desdobram se em esforços
porem nenhum te encontra
foste o sal e o sol
a luz a areia engolida pelo mar as mares
as rochas conhecem-te as nuvens as gaivotas
navegas sempre ao alto as ondas obecem-te.

poderia a morte sorrir
um sorriso engelhado de rugas cavadas pelo tempo
pudesse a morte olhar com seus olhos encovados
escondido por debaixo de veus
pudesse o futuro a bola de cristal atira ainda
esperanças pudeses tu montar o ano do cavalo
o teu caminho cruza o caminho dos odios e sorris.
a cidade perde-se de ti
pedras e seixos saem do teu caminho e velhas roem o espaço dos
jardins com seus aventais negros
com suas saias de sete voltas.

sais e a noite ensombra-se
voltas-te e a luz esconde -se
estrelas caem a volta
esconde-se o horizonte.

Maria**
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