a tua obscuridade enlouquece a cidade tu caminhas por cima das aguas velhas gritam que misterio e esse tu isso perdido nos horizontes teus caminhos perdem-se e nada os recupera. fechas as portas grutas desfazem se poeiras de montanha pequeno seres maleaveis desdobram se em esforços porem nenhum te encontra foste […]
De 1967/70 frequentou a Escola de Artes decorativas António Arroios. Em 1970 matriculou-se no curso de Arte da Sociedade Nacional de Belas Artes tendo como professores José Rijo para fotografia e mestre Rolando de Sá Nogueira como professor de desenho. Para sustentar os estudos começou então a trabalhar em várias agências de publicidade […]
os olhos eram penetrantes
tinham o brilho de estrelas e diamantes viam longe. os seus olhos dois lagos onde navegavam esperanças e eu tambem la.
olhos cor de mel
cor de verde e azul onde negros brilhavam perdiam-se destinos ali.
e era assim . dois olhos os teus olhos e os meus. […]
a concha. um espaço fechado semiaberto uma boca perolas dentes abrindo a gruta por onde o riso se desloca. uma parede de ar o centro prateado um eu tu eles provando mel e nozes a boca colher. o sal.
uma criança pedindo o alimento lunar sois derrento caldas doces doçura maternal
e a concha entreaberta […]
e muito embora os lugares mudem e mudem os silencios , nunca mudara a minha alma e todos os que foram permanecerao
a tua obscuridade enlouquece a cidade tu caminhas por cima das aguas. velhas gritam que misterio e esse? tu isso perdido nos horizontes teus caminhos perdem-se e nada os recupera. fechas […]
horas batendo na parede o relogio tictac e ele dorme sonha trabalha. anjos velam revelam olham sonham os sonhos dele. bate o coraçao da natureza nos sons da cidade esperam os pesadelos pendurados nas gargulas da igreja erros tambem esperam la tanto futuro esperando as horas.
ha sorrisos que nunca se esquecem. maes maças brilhando […]